Pitty era quase uma ilustre desconhecida em Portugal.

Em 2003, a jovem cantora lançou “Admirável Chip Novo” e com este disco da onda metálica melódica conseguiu convencer a critica brasileira que lhe atribuiu o prémio de melhor artista do ano em 2004. De tal forma o sucesso foi marcante que uma das suas músicas foi incluída na novela New Wave.

A banda onde era vocalista não teve vida longa. De nome “Inkoma” esta banda hardcore desfez-se em 2001.

Diz Pitty que o som da banda não era nada de brilhante, tosco até, mas que serviu pelo menos, para se destacarem do som do Axé praticado na sua cidade de origem São Salvador.

Apesar de jovem Pitty não baixou os braços. Conseguiu convencer um produtor, dois músicos de bandas locais (o guitarrista Peu – da banda Dois Sapos e Meio, e o baterista Duda – da banda Lisergia) e rumou ao Rio para gravar o seu primeiro disco.

Esse disco era um resumo sonoro de tudo o que ela tinha na sua cabeça. Mas as letras eram a visão que ela tinha e tem do mundo. Foi o sucesso que se ouviu.

Em 2005 surgiu o novo CD “Anacrónico” sendo esse a base das suas actuais presenças de palco.
Tal como no disco anterior as letras são suas e muitas músicas também. Reflectem um espírito de vida muito livre e sem compromissos, tal qual como ela gosta de se sentir a si mesma e que se resume no refrão de uma sua canção Semana que vem: “Não deixe nada para a semana que vem porque a semana que vem pode nem chegar”.

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